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		<title>Soteropolitanos</title>
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		<title>Oficinas de arte</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Oct 2010 19:27:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<description><![CDATA[Este mês, o SESI de Itapagipe está lançando um ciclo de oficinas de arte, começando com Voz &#8211; Canto e Música Eletrônica DJ.  Matrículas a partir de 07 de outubro de 2010. 1. Oficina de Música Eletrônica (25 Vagas) Dias: 16, 23, 30 de outubro e 06 de novembro de 2010 Horário: 14h às 18h [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=214&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este mês, o SESI de Itapagipe está lançando um ciclo de oficinas de arte, começando com Voz &#8211; Canto e Música Eletrônica DJ.  Matrículas a partir de 07 de outubro de 2010.</p>
<p>1. <strong>Oficina de Música Eletrônica</strong> (25 Vagas)</p>
<p>Dias: 16, 23, 30 de outubro e 06 de novembro de 2010<br />
Horário: 14h às 18h<br />
Professores: Grupo Pragatecno<br />
Investimento: Industriário R$70,00 &#8211; Comunidade R$100,00<br />
Sala de Vídeo Espaço Cultural</p>
<p>Resumo: Iniciação à cultura da música eletrônica, passando pelos diversos estilos musicais, equipamentos e técnicas de mixagem. A oficina apresentará um resultado prático relacionado ao tema. Aulas nos sábados. Investimento R$ 70,00 Industriário e R$ 100,00 comunidade. Matrículas Abertas a partir de 1º de outubro, na Secretaria da Unidade. Vagas Limitadas! A oficina só acontecerá se atingir o número mínimo de matrículas. Venha conhecer um pouco mais sobre a cultura do DJ. Introdução a estilos musicais eletrônicos, equipamentos e técnicas de mixagem.</p>
<p>2. <strong>Oficina de Voz – Canto </strong>(25 Vagas)</p>
<p>Dias: 16, 23, 30 de outubro e 06 de novembro de 2010<br />
Horário: 14h às 18h<br />
Professor: Neto Costa<br />
Investimento: Industriário – Gratuito através de encaminhamento com ofício da empresa  -  Comunidade R$100,00</p>
<p>Auditório da Unidade<br />
Esta oficina é Exclusiva para Industriário encaminhados através da Empresa<br />
Resumo: Venha descobrir sua voz e as possibilidades que ela possui. O objetivo da oficina é introduzir o participante no universo do canto, a partir da consciência da sua própria capacidade vocal, bem como do desenvolvimento da sua percepção musical, da sua capacidade de ouvir e reproduzir sons com precisão, da consciência de combinar sons com outros instrumentos e outras vozes. A oficina apresentará um resultado prático relacionado ao tema.</p>
<p>Matrículas a partir de 07 de outubro de 2010<br />
Informações: 3254-9902/ 3254-9903<br />
Local: SESI Itapagipe &#8211; Espaço Cultural<br />
Av. Tiradentes, 299. Caminho de Areia</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/214/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=214&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Itapagipanos</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 00:15:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; Texto: Agnes Mariano Fotos: Andre Stangl e Agnes Mariano Pequeno, magro e ainda com a farda do colégio, José Orlando da Silva chega de mansinho e aborda o visitante com gentileza. Oferece seus préstimos de guia ao mesmo tempo em que, com desenvoltura, vai demonstrando o que já aprendeu em seus 10 anos de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=169&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_173" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano38.jpg"><img class="size-full wp-image-173" title="agnes mariano38" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano38.jpg?w=468&#038;h=314" alt="" width="468" height="314" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Texto: <a href="http://agnesmariano.wordpress.com">Agnes Mariano</a><br />
Fotos: <a href="http://andrestangl.wordpress.com/">Andre Stangl</a> e Agnes Mariano</p>
<p style="text-align:justify;">Pequeno, magro e ainda com a farda do colégio, José Orlando da Silva chega de mansinho e aborda o visitante com gentileza. Oferece seus préstimos de guia ao mesmo tempo em que, com desenvoltura, vai demonstrando o que já aprendeu em seus 10 anos de vida. Ele fala de batalhas em Monte Serrat, da beleza das praias da Ribeira, da fé no Senhor do Bonfim, cita datas, nomes, empolga-se contando a história do náufrago português que, para se salvar de uma tempestade, “prometeu construir uma igreja no ponto mais alto que avistasse”, frisa bem que foram os negros que iniciaram a tradicional lavagem e afirma ter aprendido tudo o que sabe por sua própria conta, “com um livro que já não existe mais”. O que o pequeno Orlando, mais conhecido como “Periquito”, talvez não saiba é que, além de histórias e prédios, há um outro importante patrimônio preservado na península de Itapagipe: um jeito de ser impregnado de cordialidade, civismo, bom humor, provincianismo, hospitalidade e respeito, sem servilismo. Lá, milagrosamente, a cada esquina ainda se pode reencontrar aquilo que Jorge Amado descreveu como “um estado de espírito, certa concepção de vida, quase uma filosofia, determinada forma de humanismo”, para definir o que é ser baiano, mas que também pode nos ajudar a entender o que é o jeito “itapagipano” de viver.<span id="more-169"></span></p>
<p style="text-align:justify;">“Porção de terra cercada de água por todos os lados, menos um, pelo qual se liga a outra terra”, explica o dicionário. Mas a definição técnica não é capaz de explicar porque, para quem nasce e cresce numa península, a vida tem um sabor diferente. Por um lado, é como morar numa ilha: para onde quer que se olhe, lá estão o mar, barcos, navegantes, pescadores, praias, convidando ao esporte, namoros, relaxamento. Todos se conhecem e a vida segue sem sobressaltos. Só que, na península, sempre há um caminho que conduz a uma outra porção de terra, ao continente, que a conecta ao resto da cidade, com seus atrativos e problemas. Negar-se ao contato é isolar-se, aproximar-se demais é arriscar-se.</p>
<p style="text-align:justify;">Em Itapagipe, tudo acontece devagar, tanto que até a própria península surgiu aos poucos, através de um aterro natural. Ou seja, o vaivém suave e constante das marés foi depositando sedimentos ao longo de uma faixa entre o continente e uma pequena ilha da Baía de Todos os Santos, até que terminou por interligar definitivamente as duas áreas, formando assim uma península. Os tupinambás gostaram do que viram, tanto que chegaram a ter uma aldeia na península. Ela foi uma das últimas a permanecer com autonomia, mas sucumbiu às desavenças entre índios e colonos portugueses que movimentaram a Cidade Baixa e também não resistiram às ambições de Garcia D&#8217;Ávila, que iniciou seus negócios lucrativos em Itapagipe, instalando lá currais e olarias, ainda no século XVI. Nessa mesma época, também começaram a erguer os fortes, como o de Monte Serrat, onde muito sangue foi derramado, como o do general holandês Johan van Dorth.</p>
<div id="attachment_175" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl24.jpg"><img class="size-full wp-image-175" title="andre stangl23" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl24.jpg?w=468&#038;h=351" alt="" width="468" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Andre Stangl</p></div>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Para aliviar o espírito, no século seguinte foram construídas várias capelas e igrejas na península. Nossa Senhora de Monte Serrat, para proteger os militares; Nossa Senhora da Boa Viagem e Bom Jesus dos Navegantes, para abençoar os navegadores; Nossa Senhora da Penha de Itapagipe, para consolar os perseguidos e, finalmente, Nosso Senhor do Bonfim, para proteger todos os que o invocassem. Ao redor desses templos e em torno das atividades marítimas &#8211; pesca, transporte e reparo das embarcações -, a península foi desenvolvendo uma vida própria, um jeito festivo e pacífico, uma hospitalidade incomum. Primeiro por causa do Senhor do Bonfim e depois por todas as outras festas e pelas belezas naturais, os soteropolitanos foram cada vez mais gostando de passar temporadas em Itapagipe.</p>
<p style="text-align:justify;">O veraneio foi uma febre, principalmente na primeira metade do século XX, mas havia também muita gente rica e poderosa que optava por morar. Afinal, em Itapagipe existiam dois cinemas, sorveteria, clubes e até um hidroporto, ou melhor dizendo, o primeiro aeroporto baiano. Na praia, era só escolher entre a natação, a pescaria, o bate-papo, o futebol ou o remo, o esporte que levou o nome da península para todos os cantos. Em traje de gala, gente de toda a cidade ia até a Ribeira assistir às regatas. Como resquício do glamour dessa época, ainda restam, aqui e ali, algumas mansões. Algumas estão em ruínas, outras foram preservadas ou atendem a novas funções, como a bela propriedade em Monte Serrat onde está instalado o Centro de Recursos Ambientais (CRA), que alguns consideram a mais bonita da península.</p>
<p style="text-align:justify;">Sede de várias fábricas desde o século XIX, como a Empório Industrial do Norte, de Luís Tarquínio, na Boa Viagem, a península atravessou uma fase amarga a partir dos anos 50, quando mais de 30 fábricas poluentes se instalaram por lá ou em áreas próximas. O mau cheiro da Chadler, a fumaça da Souza Cruz e muitos outros problemas espantaram os veranistas. Em busca de um lugar ao sol, uma multidão se deslocou de forma improvisada para a região, aterrando manguezais, destruindo ecossistemas, colocando a própria vida e saúde em risco.</p>
<p style="text-align:justify;">No finalzinho do século XX, os itapagipanos decidiram reagir. Frente a uma Itapagipe debilitada, mas ainda com grandes atrativos, eles uniram forças para definir as melhorias prioritárias e para dialogar com o poder público, exigindo intervenções. Criaram um órgão que congrega dezenas de associações de moradores e outros tipos de organizações. Prepararam um plano de trabalho para ser cumprido em cinco anos, indicando aos poderes públicos o que precisa ser feito nos vários bairros que compõem a península. A lista é grande, mas eles são pacientes e teimosos o suficiente para esperar que ela seja cumprida integralmente, além de colaborar como podem.</p>
<p style="text-align:justify;">Como têm consciência histórica, os itapagipanos sabem que no passado já viveram dias melhores. Assim, eles encontram coragem para lutar por um futuro mais promissor. Não estão em busca de luxo, riqueza, ostentação. Querem de volta apenas aquilo que já tiveram: o direito de mergulhar no mar quando bem entenderem, sem ter que se desvencilhar de lixo, mercúrio ou embarcações; querem saúde, educação e emprego para milhares de novos itapagipanos; querem, de novo, embasbacar visitantes que, no passado, apelidaram Itapagipe de “Riviera baiana”.</p>
<div id="attachment_176" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano44.jpg"><img class="size-full wp-image-176" title="agnes mariano43" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano44.jpg?w=468&#038;h=311" alt="" width="468" height="311" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
UMA OUTRA CIDADE</strong><br />
Flechas envenenadas partiam de um lado. Balas de canhões respondiam de outro. De vez em quando, algum inimigo vinha pelo mar. A vida nem sempre foi muito pacífica em Itapagipe. Isso, num tempo em que, apesar de vizinhos, os moradores da península não se consideravam irmãos. Olhavam para o passado e se definiam como “portugueses”, “índios”, “holandeses”, “africanos”, ao invés de olhar para o futuro e se perceberem “brasileiros”. Ainda não havia paz, porque ainda não havia acontecido o milagre da mistura, da miscigenação, que torna todos iguais. Um milagre que, apesar de ainda não estar completo, já faz do Brasil, para muita gente, o país mais hospitaleiro do mundo. Na península de Itapagipe, a paz começou a surgir quando, no alto de uma colina, foi erguido um templo para o santo mais democrático do país, que aceita rezas, procissões, transes e batuques para homenageá-lo.</p>
<p style="text-align:justify;">Há cinco mil anos atrás, Itapagipe era uma pequena ilha, englobando a área que conhecemos hoje como Ponta de Monte Serrat e Bonfim, “mas a deposição de novos sedimentos terminou por aterrar naturalmente a região entre a Calçada e o Bonfim”, conta o geólogo Alex Pereira no seu ensaio “A colina sagrada era uma ilha”, explicando como a ilha se transformou em península. O nome foi dado pelos primeiros habitantes &#8211; os índios tupinambás &#8211; que, vivendo na “Idade da Pedra Polida”, costumavam “classificar as regiões e localidades de acordo com as rochas encontradas no local”, diz Pereira. Para a bucólica região da Cidade Baixa, escolheram o nome de “pedra que avança para o mar”: Itapagipe.</p>
<p style="text-align:justify;">Salvador surgiu timidamente. Uma cidadela protegida por muros e acessível por duas portas, a de São Bento e a do Carmo. Do lado de fora, dezenas de aldeias indígenas alternando-se com roças de colonos. A cada nova leva de portugueses que chegavam, aumentavam os conflitos com os índios. “Havia na colônia americana três tipos de aldeias no século XVI: aquelas que mantinham integralmente a sua autonomia, as que haviam sido submetidas diretamente ao controle de colonos portugueses e as administradas pelos jesuítas”, conta a historiadora e antropóloga Maria Hilda Paraíso. Entre as aldeias que conseguiram se manter autônomas por mais tempo está justamente a de Itapagipe, mesmo que, bem ao lado, já existissem propriedades como o engenho do provedor-mor Antônio Cardoso de Barros, na Calçada, ou a fazenda de João Avelosa, um pouco além do Lobato, cita Maria Hilda.</p>
<div id="attachment_177" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl23.jpg"><img class="size-full wp-image-177" title="andre stangl2" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl23.jpg?w=468&#038;h=351" alt="" width="468" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Andre Stangl</p></div>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Em 1556, entretanto, um incidente sacudiu a Cidade Baixa e pôs fim às boas relações entre índios e portugueses, tendo como cenário justamente o Engenho do Cardoso. Os índios atacaram o engenho “em represália à morte de um &#8216;principal&#8217; (líder da aldeia). Os revoltosos aprisionaram o gado, os vaqueiros, vários escravos e três moradores”, depois seguiram para Itapuã, em busca de alianças. Daí a guerra não parou mais: os portugueses invadiram e incendiaram três aldeias nas imediações do engenho e foram para Itapuã. Os índios se prepararam e novamente atacaram o Engenho do Cardoso. O governador-geral Duarte da Costa ordenou então uma ofensiva maior: “Duzentos infantes, vários cavaleiros e escravos voltaram ao ataque, levantaram o cerco ao engenho, queimaram cinco aldeias, mataram as lideranças e muitos outros guerreiros. Crianças e mulheres foram trazidas como prisioneiras para a cidadela. No caminho de volta para Salvador, a tropa queimou mais três aldeias”. É improvável, portanto, que a aldeia de Itapagipe tenha resistido a um conflito dessas proporções. Entre os sobreviventes, quem não foi aprisionado, preferiu mudar de endereço.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Garcia D&#8217;Ávila</strong><br />
Os anos vão passando e as transformações prosseguem, como atestam os relatos do final do século XVI, que falam de uma Salvador ainda pequena, mas em expansão. Além de três ruas na parte alta, na parte de baixo havia o bairro da praia, a ribeira das naus e as casas comerciais, área hoje conhecida como Comércio. Nos arredores, plantações de cana e algodão. Em Água de Meninos ficava o engenho de Cristóvão Daltro e “na ponta de Itapagipe, localizavam-se duas olarias e currais de gado pertencentes a Garcia de Ávilla”, conta o historiador Luis Henrique Dias Tavares, em “História da Bahia”. Foi na península, portanto, que começou a trajetória dessa família, que, através da pecuária e do açúcar, chegou a ser a mais rica do país.</p>
<p style="text-align:justify;">O primeiro Garcia D&#8217;Ávila chegou a Salvador em 1549, na mesma comitiva de Tomé de Souza, o primeiro governador-geral do Brasil, que, acreditam alguns historiadores, provavelmente era seu pai. Da primeira leva de gado que veio de Portugal, duas vacas foram destinadas a D&#8217;Ávila. Dois exemplares que ele levou para Itapagipe e, lá, se multiplicaram em muitos. Mas a península era muito pequena para as ambições desse homem, que não se contentava em apenas cuidar de gado e fabricar cerâmicas. Ele e seus descendentes enriqueceram tanto que chegaram a possuir terras que iam da Bahia à divisa do Maranhão com o Piauí. O centro do império ficou no castelo medieval “Casa da Torre”, na Praia do Forte.</p>
<div id="attachment_178" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano42.jpg"><img class="size-full wp-image-178" title="agnes mariano42" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano42.jpg?w=468&#038;h=367" alt="" width="468" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Canhões e rezas</strong><br />
Na península, também foi construída uma fortaleza conhecida como “Castelo de Itapagipe”, “Forte de São Felipe” ou do “Monte Serrat”, em 1587. As condições favoráveis ao desembarque eram fonte constante de preocupação. Além desse, outros fortes erguidos na Cidade Baixa foram o de Santo Alberto, ou “Lagartixa”, perto do terminal de ferry boat e o da Jequitaia. Entre os portugueses, a preocupação com segurança era constante, pois eles não eram os únicos interessados nas riquezas do novo mundo. Ainda que, para os colonos, o cotidiano fosse cada vez mais tranquilo na península e arredores &#8211; com os engenhos, currais e pesca prosperando e os índios cada vez mais deixando de ser uma ameaça -, todos sabiam que o perigo estava sempre rondando.</p>
<p style="text-align:justify;">Em maio de 1624, chegaram os invasores holandeses, em 26 navios, “trazendo 1.600 marinheiros, 1.700 soldados e 500 bocas de fogo”, enumera Tavares. O comando no mar era de Jacob Willekens e Pieterzoon Heyn. Em terra, quem mandava era Johan van Dorth. Os dois chegaram, invadiram e dominaram, mas nunca se entenderam, o que os enfraqueceu. Também não esperavam pela resistência de brasileiros e portugueses. Um dos golpes mais duros para eles veio em julho de 1624, bem ali na península: “Nas proximidades do Forte de São Felipe, o capitão de emboscada Francisco Padilha surpreendeu um grupo inimigo comandado pelo próprio governador Johan van Dorth, na ocasião atacado e morto”, conta Tavares. Morto em batalha, Van Dorth foi retalhado e levado aos pedaços para dentro do forte de Monte Serrat. Em 1635, quando retornaram ao Brasil, os holandeses, talvez não por acaso, atacaram e dominaram o mesmo forte, mas, dessa vez, não conseguiram penetrar em Salvador.</p>
<p style="text-align:justify;">Em meio a tantas ameaças, os novos habitantes de Itapagipe tiveram um lampejo de bom senso e perceberam que era preciso mais do que balas de canhões para se protegerem. Por isso, foram erguendo pequenas construções onde pudessem, de vez em quando, rezar. Foi provavelmente numa noite insone no alto da colina onde está o Forte de Monte Serrat, que um militar catalão devoto de Nossa Senhora de Monte Serrat resolveu erguer uma capela a ela dedicada. Desistiu de preocupar-se com a segurança. A essa altura, ele já sabia que muros, armas, sentinelas e rochedos não podiam deter os inimigos. Escolheu apenas o local mais belo que podia avistar lá de cima, a extremidade de um trecho de terra que avança para o mar: a Ponta de Humaitá.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<div id="attachment_179" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano40.jpg"><img class="size-full wp-image-179" title="agnes mariano40" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano40.jpg?w=468&#038;h=352" alt="" width="468" height="352" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
TERRA SAGRADA</strong><br />
Um conjunto de casas, uma praça, um templo. Nas cidades brasileiras, esses são os elementos básicos para que um lugar possua identidade própria. Em Itapagipe, também foi assim. Cada local se desenvolveu ao redor de um largo e um templo. Nossa Senhora da Boa Viagem e Bom Jesus dos Navegantes estão logo no começo, numa bela igrejinha a poucos metros do mar, onde acontece anualmente uma concorrida procissão marítima. Depois, vem a capela de Nossa Senhora do Monte Serrat. Seguindo em frente, pela Rua Rio São Francisco, chega-se à colina sagrada, onde está a igreja do Senhor do Bonfim e Nossa Senhora da Guia. E, de lá mesmo, é possível avistar a igreja de Nossa Senhora da Penha de Itapagipe, na Penha. Há várias outras ainda, como a do Rosário, a igreja de Alagados ou a dos Mares. Mas isso não foi tudo. Vieram também os bondes, mansões, veranistas, regatas, festas, fábricas, operários, invasões. Aconteceram tantas coisas, que é até difícil lembrar.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando teve problemas com o governo, por se negar a perseguir os jesuítas, o arcebispo Dom Botelho de Mattos não hesitou: mudou-se para a sua deliciosa residência de verão, na Praia do Bogari. Lá, desde 1742, além de construir um palacete à beira-mar, ele tinha mandado edificar uma capela onde colocou a imagem de Nossa Senhora da Penha. Nessa mesma igreja, em 1745, foi guardada a imagem do Senhor do Bonfim que o capitão de Mar e Guerra Theodózio Rodrigues de Faria trouxe de Lisboa como agradecimento por haver sobrevivido a uma tempestade em alto-mar. Mas a devoção ao santo cresceu tanto e tão rápido, que foi preciso construir uma igreja apenas para ele. Em 1754, em meio a uma grande procissão, a imagem foi transladada para o seu endereço definitivo: o templo no alto de uma colina de Itapagipe, que se tornou um dos maiores símbolos da fé no país. Quem conta tudo isso é o auditor fiscal aposentado Antonio Carlos Freire de Carvalho, que, além de ter tido a honra de nascer nessa mesma colina, é membro de uma das famílias que há gerações cuidam da devoção ao santo.</p>
<p style="text-align:justify;">A fama de milagreiro do Senhor do Bonfim foi se espalhando &#8211; como comprovam os objetos da sala de ex-votos e as telas dos riscadores de milagres &#8211; e os fiéis não paravam de chegar. A maioria vinha de barco. Para chegar ao templo, era descer no Porto da Lenha &#8211; onde também eram descarregadas as pesadas toras de madeira enviadas do interior para alimentar as fogueiras que iluminavam as festas de janeiro &#8211; e subir uma das ladeiras. “Dos mais remotos rincões, levas de peregrinos aportavam no cais e procuravam se acomodar no largo e em torno do templo. Famílias inteiras permaneciam dias ao relento a espera dos festejos”, esclarece a publicação “Dois séculos e meio da devoção de um povo”, editada pela Devoção do Senhor do Bonfim.</p>
<div id="attachment_180" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano39.jpg"><img class="size-full wp-image-180" title="agnes mariano39" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano39.jpg?w=468&#038;h=332" alt="" width="468" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">A irmandade tratou não só de acomodar melhor os visitantes, construindo casas ao lado da igreja até hoje conhecidas como “casas dos romeiros”, como fez praças e ruas, como a Avenida Dendezeiros, ligando o Bonfim à Calçada. O cuidado não era só externo, a própria igreja foi transformada num centro cultural: as músicas das novenas foram encomendadas a maestros experientes; os painéis e telas, aos maiores pintores da época, como Franco Velasco e José Theóphilo de Jesus. Mas o ápice das celebrações foi sendo, cada vez mais, a lavagem das escadarias da igreja, como acontece até hoje. Nesse dia, até o dedicado guia “Periquito”, esquece de tudo: “Não perco a lavagem por nada, eu brinco mais do que trabalho”. Mesmo só tendo 10 anos de idade, ele já percebeu que há muito de fé e respeito em meio à brincadeira e balbúrdia: “Ela começou com o pessoal que lavava os azulejos e peças valiosas da igreja. É que os negros não entendiam a missa, que era em latim”, conta ele, para explicar de onde surgiu esse ritual sincrético que mistura água, música e dança para celebrar o santo. Sincrético porque é inegável a semelhança com uma outra procissão realizada nos terreiros de candomblé, na qual todos os participantes vestem branco e carregam um pote cheio de água para lavar o altar do “pai de todos”: a Águas de Oxalá.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Esconderijo de escravos</strong><br />
Banhadas por um mar tranquilo, as praias da península sempre foram usadas como lugar para desembarque de mercadorias e reparo de barcos. Várias oficinas de conserto de barcos foram sendo instaladas. Vem daí também o hábito de fazer dessa área da cidade uma espécie de cemitério de embarcações e mastros, como na avenida hoje chamada Porto dos Mastros. Os pescadores sempre estiveram por ali, especialmente em busca dos cardumes de tainhas, por isso o nome Enseada dos Tainheiros. Mas nem era preciso ir longe, bastava esperar a maré baixar e iniciar a coleta de mariscos nas praias ou nos mangues que dominavam áreas depois aterradas pela população, como os atuais Jardim Cruzeiro e Uruguai.</p>
<div id="attachment_183" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano43.jpg"><img class="size-full wp-image-183" title="agnes mariano4" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano43.jpg?w=468&#038;h=351" alt="" width="468" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse tempo, quando a península ainda era pouco habitada, áreas como Bogari, Caminho de Areia e Ilha dos Ratos serviam como esconderijo para escravos fugidos, explica Carlos Alberto de Carvalho em seu livro “Tradições e milagres do Bonfim”, de 1915. Na época do tráfico livre, conta-se que o desembarque e leilão de escravos aconteciam num casarão na Ponta do Humaitá. Como no resto na cidade, a vida dos negros não era fácil. Eram eles que faziam o transporte de passageiros carregando nas costas, por dois vinténs, as terríveis cadeirinhas de arruar. Depois vieram as traquitanas, explica Carvalho: “Eram caleches pesadas, de rodas muito fortes e eixos salientes e grosseiros, quase sempre tiradas por cavalos, algumas vezes por muares”.</p>
<p style="text-align:justify;">Em meados do século XIX, a opção de transporte marítimo para o centro tornou-se mais regular “com o vapor da Companhia Bonfim e saveiros do comércio para a Boa Viagem”, explica Carvalho. Para as viagens por terra, surgiram as gôndolas, com burrinhos e cocheiros; em seguida os bondes, primeiro por tração animal &#8211; o que às vezes obrigava os passageiros a descer e “ajudarem os burros a puxar o carro” -, depois como linha férrea e, finalmente, em 1897, com tração elétrica. São dessa época também iniciativas importantes como a instalação do Hospital Português, perto da igreja do Bonfim, onde ficou de 1866 a 1931. Hoje, lá funciona o Convento da Sagrada Família.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Novos tempos</strong><br />
Mas nada mudou tanto a paisagem da Península de Itapagipe como a chegada da industrialização. Uma conjunção de fatores colocou a península no centro dessa história, como a crise da economia açucareira, que acabou com engenhos e canaviais; a difusão da máquina a vapor e as facilidades de transporte, pois, além do mar, “a partir de 1865, havia o trem, que partia da Calçada, passava pelo Subúrbio e ia Recôncavo adentro”, cita o arquiteto Marcos Paraguassu. Em Itapagipe, inúmeros alambiques se transformaram em novas fábricas: enrolas de fumo, doces e, principalmente, foram surgindo as indústrias têxteis, que deram o pontapé inicial na industrialização do Brasil. Em Plataforma, foi construída a fábrica de Tecidos São Brás. Na Boa Viagem, em 1892, Luis Tarquínio ergueu a sua Empório Industrial do Norte, com uma vila operária modelo, onde seus funcionários tinham direito a casa com jardim, escola para os filhos, creche, médico e biblioteca. A dificuldade era só o exagero na carga horária.</p>
<p style="text-align:justify;">As indústrias têxteis, defendem antigos moradores da região, como Antonio Freire de Carvalho, trouxeram mais vantagens que problemas, pois geraram empregos e não são muito poluentes. Mas, trazendo o progresso, de qualquer forma iniciaram dois fenômenos catastróficos: a ocupação acelerada da península &#8211; inclusive através de aterros improvisados, que desviaram o curso de riachos e geraram áreas insalubres, permanentemente sujeitas a enchentes &#8211; e estimularam a instalação de novas fábricas, altamente poluentes, que causaram grandes danos. Mas isso só foi acontecer de fato em meados do século XX. Até lá, a península ainda foi frequentada por muitos golfinhos, tartarugas marinhas, veranistas, atletas e, até, por artistas de Hollywood.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong><br />
VIDA DE BALNEÁRIO</strong><br />
“Itapagipe é uma festa”, diziam e pensavam os seus moradores na primeira metade do século XX. E não era para menos: a Lavagem do Bonfim, seguida da Segunda-feira Gorda da Ribeira, não parava de crescer; a procissão de Bom Jesus dos Navegantes também movimentava multidões e, a cada ano, surgiam novas mansões nos bairros da península para abrigar moradores ou veranistas. Havia dois cinemas &#8211; o Roma e o Itapagipe &#8211; e uma maravilhosa sorveteria. Também funcionava lá o primeiro aeroporto baiano, um hidroporto, onde eram recepcionados autoridades e artistas de passagem por Salvador. O remo tornou-se o esporte oficial, com direito a regatas concorridíssimas. Quem viveu bem essa época, como Miguel Gesy Lopes, 80 anos, compõe até versos para homenagear a península: “Itapagipe querida / É namorada do mar / És da Bahia a vida / E és a vida a cantar / Itapagipe, Itapagipe / Um sonho de amor ao luar”.</p>
<div id="attachment_182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl20.jpg"><img class="size-full wp-image-182" title="andre stangl20" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl20.jpg?w=468&#038;h=958" alt="" width="468" height="958" /></a><p class="wp-caption-text">Fotos: Andre Stangl</p></div>
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<p style="text-align:justify;">Depois de Garcia D&#8217;Ávila e de Dom Botelho de Mattos, muitos outros membros da “sociedade baiana” também moraram ou veranearam na península. Guia de turismo e atual presidente da Associação de Moradores e Amigos de Itapagipe (AMAI), Terezinha Paim enumera alguns casarões e seus ocupantes: “Onde hoje está o Instituto Pestalozzi, morava a família Vita, dos refrigerantes e cristais Fratelli Vita”; no sopé da ladeira do Bonfim, está até hoje o solar da família Marback; havia ainda os Freitas e os Simões. O xodó do bairro é mesmo o casarão que pertenceu a Francisco Amado Bahia, o mais suntuoso de todos, com material importado da França, Itália e Portugal. Sobre o proprietário, um homem de origem pobre que enriqueceu vendendo carne, conta-se que mandava distribuir alimentos para os pobres regularmente. Na sua mansão, o gradil e escadaria de ferro batido impressionam ainda hoje, apesar da casa estar praticamente abandonada. “Mas estamos tentando ver através do Ministério Público o que pode ser feito para dar um destino cultural a esse prédio”, explica Terezinha.</p>
<p style="text-align:justify;">Ricos, pobres ou remediados, o importante é que estavam todos na península, vivendo em função do mar. Quando começava o verão, os rapazes iam bisbilhotar as casas de veraneios para “ver quantas meninas bonitas tinha em cada uma. Nos anos 30, o passeio na praia era diário, todo mundo ia, se cumprimentava. No domingo de manhã, o lazer era o banho de mar em Bogari. As moças usavam um maiô zebrado com saiote por cima. Minha irmã tinha um roupão. Antes dela sair da água, eu trazia ele pra ela se cobrir”, relembra Gesy Lopes, sem conter o riso. À tarde, o programa era a matinê no cine teatro Itapagipe, “que tinha jornal, desenho, curta, dois ou três trailers, um filme ou dois e a série, que era o ápice. Depois a gente tomava o sorvete cantimplora, que era feito à mão e vinha entre duas bolachinhas e íamos passeando até a Penha para ver o pôr-do-sol”. Na volta, sempre na beira do mar, chegava a hora da paquera: “São dois olhos ou duas pérolas?”. “Nossa, nunca vi uma boneca falar!”, cita Gesy, da sua coleção de galanteios.</p>
<div id="attachment_184" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano37.jpg"><img class="size-full wp-image-184" title="agnes mariano37" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano37.jpg?w=468&#038;h=351" alt="" width="468" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
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<p style="text-align:justify;"><strong>Vida cultural</strong><br />
Foi logo na virada do século, em 1902, que o remo entrou para ficar na vida da península, com a criação dos clubes e, dois anos depois, da Federação dos Clubes de Regatas da Bahia (FCRB), reunindo o São Salvador, Itapagipe, Vitória e Santa Cruz. Na Bahia, este é o esporte mais antigo entre os que envolvem disputas oficiais. “O remo era mais importante que o futebol. Antes de se definir os dias dos jogos, se consultava a FCRB, para não coincidir com os dias das regatas. Nas regatas, os homens iam de cartola ou chapéu”, narra Antonio Carlos Freire de Carvalho, que, amante e praticante do esporte desde a juventude, fez da sua casa uma biblioteca particular sobre o assunto. Para quem duvida, é visitá-lo e descobrir que ele tem ao alcance das mãos dados como o nome de todos os remadores que participaram de regatas “de 1905, até hoje”.</p>
<p style="text-align:justify;">Além do remo, da península saíram campeões em vários esportes, como basquete e natação. Foi de lá, por exemplo, o primeiro vencedor da travessia Salvador-Mar Grande. Segundo Terezinha Paim, nascida e criada na Avenida Beira Mar, as crianças da península praticamente nasciam sabendo nadar. Sempre em bandos, brincavam de pescar e mariscar na maré baixa e, na maré cheia, nadavam até não poder mais, conta ela, que foi campeã de vôlei. O melhor da relação dos itapagipanos com o esporte, entretanto, é a sua longevidade. “Em 1967, criamos a Liga dos Veteranos da Ribeira”, conta Gesy Lopes. Até hoje, a Liga reúne nos jogos de futebol de praia um bando de animados atletas que já passaram dos 60. No remo, acontece o mesmo: “Um grupo de nove remadores se reunia todo domingo e passava a manhã juntos. Remavam até a Ilha de Santa Luzia, paravam lá e depois voltavam. Todos com 60, 70, um com mais de 80 anos”, conta Freire de Carvalho.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas surpreendente mesmo é ouvir as histórias do hidroporto da Ribeira, na verdade, o primeiro aeroporto baiano, na época em que os hidroaviões dominavam a aviação. Segundo Cecy Ramos, que junto com Terezinha Paim coletou as entrevistas sobre o passado de Itapagipe que compõem o livro “Salvador era assim &#8211; volume 2”, entre o final da década de 30 e início dos anos 40, pelas instalações luxuosas do hidroporto passaram nomes como Getúlio Vargas e esposa, Carlos Galhardo, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Outros moradores não esquecem também da passagem do ator de Hollywood Errol Flynn. Depois de desativado, o hidroporto virou salão de festas e hoje abriga uma marina, restaurante e loja.</p>
<div id="attachment_185" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano36.jpg"><img class="size-full wp-image-185" title="agnes mariano36" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano36.jpg?w=468&#038;h=388" alt="" width="468" height="388" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
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<p style="text-align:justify;"><strong>Desastre ambiental</strong><br />
A década de 40 trouxe, entretanto, péssimas novidades à península que, sempre receptiva, não soube se defender a tempo. “Trinta e seis fábricas vieram se instalar aqui. Tinha fábrica de tudo: osso, café, sabão, cigarro. Todo mundo foi embora”. Fábricas que sujaram, transformaram, poluíram, intoxicaram. As campeãs de reclamações são a Chadler e a Souza Cruz, que provocavam mal cheiro, fumaça e doenças. A cidade crescia como um todo e o êxodo rural completava o contingente. Em busca de emprego, uma massa humana começou a se deslocar para a Península e Subúrbio. Começaram aí os sucessivos aterros que transformaram a paisagem. Surgiram novos bairros, sendo Alagados, com as suas palafitas, o mais famoso deles. O arquiteto Marcos Paraguassu descreve como funcionava o mercado imobiliário nos anos 70: “As pessoas compravam o lote de água na mão do bandido da área que controlava a cabeça de ponte e vendia também o ponto de luz e água. Depois era subornar os caminhões da Limpurb para ir despejando lixo pra aterrar”. Sobre palafitas, foram erguidas as casas que viraram notícia em jornais do mundo inteiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Das fábricas que se instalaram nas redondezas, inesquecível mesmo foi a Companhia Química do Recôncavo (CQR)(1), uma indústria de cloro-soda que, localizada na Península do Joanes, na década de 70 despejou toneladas de mercúrio na Enseada dos Tainheiros, onde estão até hoje. Ainda não são plenamente conhecidas todas as possíveis consequências desse desastre, alertam especialistas como o biólogo Everaldo Queiroz, mas, segundo ele, um dos riscos é o de contaminação pela alimentação, pois pesquisas já demonstraram que os mariscos consumidos pela população local, principalmente o “chumbinho” ou “papa-fumo” acumulam mercúrio de forma crescente até o comprimento de 16,5mm, justamente o tamanho médio mais coletado pelas marisqueiras(2). Autor de uma tese de doutorado na Universidade Federal Fluminense sobre o tema, o biólogo acrescenta que “nenhuma medida oficial para seu controle foi adotada e as medidas em andamento para despoluição da baía de Todos os Santos carecem de competência geoquímica. Estão em risco 70 mil vidas, que vivem do pescado ali capturado”.</p>
<p style="text-align:justify;">Frente a tantos problemas, muita gente preferiu apenas fechar as portas das mansões e partir. Muitas delas estão, até hoje, fechadas ou em ruínas, mesmo localizadas bem em frente ao mar. Mas, como todo baiano autêntico, o itapagipano é, acima de tudo, um otimista, por isso muitos preferiram ficar e, pacientemente, lutar por dias melhores. Hoje em dia, com as fábricas todas desativadas, apesar dos inúmeros problemas que ainda persistem, muitos deles já voltaram a acreditar no renascimento da península.</p>
<div id="attachment_187" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl22.jpg"><img class="size-full wp-image-187" title="andre stangl22" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl22.jpg?w=468&#038;h=365" alt="" width="468" height="365" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Andre Stangl</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>ESPERANÇA</strong><br />
Todos imaginavam que a catedral escolhida seria uma das suntuosas igrejas baianas cobertas de ouro. Quando souberam que a visita seria na Península de Itapagipe, não houve dúvidas, deveria ser na tradicional e imponente Igreja do Bonfim. Mas nada disso aconteceu. Quando esteve na Bahia, em 1980, o papa João Paulo II escolheu celebrar a sua missa na modesta Igreja de Nossa Senhora de Alagados. Talvez sem saber, ele tocou num ponto fundamental para o desenvolvimento da península: a aceitação e inclusão dos bairros novos, pobres e, ainda assim, itapagipanos. Foi há três anos atrás que a mensagem do papa ganhou vida, num seminário chamado “Um olhar sobre Itapagipe”, reunindo líderes dos 10 bairros que integram a península. “Percebemos que todos queriam a mesma coisa: a melhoria de Itapagipe”, conta Terezinha Paim, presidente da Associação de Moradores e Amigos de Itapagipe (AMAI). Esse grupo nunca mais parou de se encontrar e nem de tomar iniciativas que já estão mudando a cara da Península.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, a Comissão de Articulação e Mobilização dos Moradores da Península de Itapagipe (CAMMPI), criada em 1999, já reúne 32 organizações dos diversos bairros, explica o administrador regional de Itapagipe, Alberto Paim. Depois do seminário da aceitação, a fase seguinte foi elaborar um diagnóstico dos principais problemas e propor um plano de trabalho para cinco anos. “Em 2000, entregamos esse documento a todos os vereadores e ao prefeito”, explica ele. Começou aí um percurso que ainda está longe de acabar, com reuniões contínuas envolvendo moradores, líderes e representantes de órgãos municipais e estaduais. Como legítimos ocupantes e principais conhecedores da península, os moradores pressionam, acompanham, orientam e comemoram cada intervenção que vai lhes devolvendo uma Itapagipe um pouco melhor.</p>
<div id="attachment_188" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano41.jpg"><img class="size-full wp-image-188" title="agnes mariano41" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano41.jpg?w=468&#038;h=351" alt="" width="468" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
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<p style="text-align:justify;">Entre as vitórias, Paim destaca a unidade de saúde inaugurada no Lobato; uma certa melhoria no controle do lixo que vem de Alagados pelo mar; o condomínio têxtil que está sendo construído no Uruguai num antigo galpão, que promete gerar muitos empregos sem poluir, e a reforma das praças: “A do Uruguai já ficou pronta e as próximas serão a Madragoa e o Papagaio”.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Muito por fazer</strong><br />
A lista de problemas, entretanto, ainda é grande. Terezinha cita os 26 gigantescos galpões abandonados pelas antigas fábricas, que se tornaram ruínas em meio às residências, servindo como foco de dengue, lixo, entulho e esconderijo de marginais. Ou, pior até, sendo usados como depósitos de material inflamável, tornando-se assim verdadeiros barris de pólvora. “Temos dois núcleos de depósitos de produtos químicos: a Calçada e a Avenida Luis Tarquínio”, enumera Alberto. Em 2001, o incêndio na Boa Viagem mostrou o tamanho do risco que a população corre, mas ainda não foi suficiente para que o problema fosse resolvido. A AMAI está com um processo junto ao Ministério Público para tentar resolver a situação.</p>
<p style="text-align:justify;">A poluição do mar é um problema grave e complexo. Além dos resíduos tóxicos deixados pelas fábricas, são 160 mil habitantes numa área de 697 hectares. E uma parte deles, há gerações, vem fazendo do mar um depósito de sujeira. “O Programa Baía Azul retirou 76 bocas de lobo que desaguavam na Praia de Bogari”, comemora Terezinha. Só que ainda há muito para ser feito. Segundo o coordenador de avaliação do Centro de Recursos Ambientais (CRA), José de Lacerda, Penha, Boa Viagem e Bogari já são consideradas praias próprias para banho, “em função das intervenções saneadoras, mas áreas como Pedra Furada, Roma e Cantagalo ainda são impróprias”. A população, indiferente, mergulha e pesca em qualquer trecho, a qualquer hora.</p>
<div id="attachment_189" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl21.jpg"><img class="size-full wp-image-189" title="andre stangl21" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/andre-stangl21.jpg?w=468&#038;h=351" alt="" width="468" height="351" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Andre Stangl</p></div>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">O grande sonho agora é desenvolver o potencial turístico, pois a península permanece esquecida até na divulgação oficial. Com a reforma do calçadão da Ribeira e um “certo” disciplinamento das barracas, os itapagipanos ganharam de volta a possibilidade da caminhada matinal e os visitantes, a chance de ver o mar. As metas são resgatar festas, organizar artesãos e, principalmente, divulgar o que sempre existiu e continuando existindo de bom e belo, como o pôr-do-sol na Ponta do Humaitá ou na Avenida Constelação, na Pedra Furada, o sorvete de coco verde da sorveteria da Ribeira ou a história de Irmã Dulce, a freirinha valente que viveu e trabalhou na Península. O Memorial em sua homenagem &#8211; situado no Largo de Roma, em um prédio vizinho ao hospital que ela criou &#8211; recebe milhares de visitantes anualmente(3).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O muito que restou</strong><br />
A comprovação de que, apesar de tudo, a Península continua valendo a pena, vem do carinho que as novas gerações nutrem por ela. Pois são pessoas que não viveram o tempo áureo, o glamour, a época de praias limpas e livres, quando ainda era possível nadar ou praticar o remo sem esbarrar a cada metro nas embarcações que insistem em desrespeitar, impunemente, a raia de remo doada à Federação dos Clubes de Regatas da Bahia (FCRB) há mais de 100 anos. Para esses jovens, apesar de tudo, a Península ainda é uma inspiração, um porto seguro, um estímulo à superação de desafios, seja através da arte, como fazem os jovens do grupo Bagunçaço, que surgiu no Uruguai e já ganhou o mundo, ou do esporte, como fez Marilene Barbosa, 31 anos, vice-campeã sul americana de remo.</p>
<p style="text-align:justify;">“Comecei indo assistir às regatas com meu irmão. Ele entrou no remo e eu quis também, mas me disseram que mulher não podia. Achavam que as meninas iam só pra ver os rapazes, essas coisas. Um tempo depois, eles mudaram de ideia e me chamaram”. Sozinha em meio a tantos homens, Marilene não se intimidou. Remava e remava, diariamente. Como todos os outros atletas, às 5h da manhã já estava dentro do mar tranquilo que banha Itapagipe, indo em direção à ponte São João. O prazer de ficar ao ar livre, no mar, é tão grande que ela sequer vê sujeira, poluição. “Só dos barcos que ficam reformando na praia e jogam pau, prego, garrafas na areia e bloqueiam a passagem”, enumera ela, citando um problema apontada por 10 entre 10 moradores da Ribeira, que adorariam ver todas as marinas indo embora de lá.</p>
<div id="attachment_190" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano35.jpg"><img class="size-full wp-image-190" title="agnes mariano35" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2010/04/agnes-mariano35.jpg?w=468&#038;h=624" alt="" width="468" height="624" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agnes Mariano</p></div>
<p style="text-align:center;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Para Marilene, o que faz da Península um lugar especial é o clima aconchegante: “Você virou, está no mercado, na padaria, na praia, na sorveteria”. Tão aconchegante que desacelera o passo dos seus habitantes e faz até os visitantes, por alguns minutos, esquecerem suas correrias e confusões. Aliás, essa também é a opinião de outro morador, Miguel Gesy Lopes, que gosta de usar o mar como símbolo desse acolhimento tão baiano, tão itapagipano: “Aqui na península entra um braço de mar que nos abraça. Ele faz a curva e nos aperta no coração dele”, poetiza Gesy. Já para o pequeno guia Periquito, 10 anos, que pouco sabe de tantos problemas, a Península é, acima de tudo, o seu mundo. Do alto da colina sagrada, ele olha para Salvador ao longe e explica ao visitante: “Lá, é onde vivem os ricos”. Diz isso sem rancor, inveja ou saudosismo pois, no fundo, já sabe que, rico mesmo, é quem, como ele, pode sentir-se parte de um lugar.</p>
<p style="text-align:justify;">Notas</p>
<p style="text-align:justify;">1  Comprada pela Braskem, do grupo Odebrecht, e ainda em atividade no Polo Petroquímico de Camaçari, na Rua Oxigênio, 765.</p>
<p style="text-align:justify;">2 O acidente mais famoso envolvendo contaminação por mercúrio foi o da Baía de Minamata, no Japão, que provocou a morte ou danos à saúde de milhares de pessoas. Entre os efeitos provocados pelo consumo de peixes contaminados estão: deformação nos pés e mãos, danos à visão, audição, paralisia, surtos de psicose e morte. Muitas das vítimas foram contaminadas durante a gestação.</p>
<p style="text-align:justify;">3 Em abril de 2009, o Papa Bento XVI declarou Irmã Dulce como Venerável, o que deve facilitar o processo de beatificação, iniciado em 2000.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/169/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=169&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A feira</title>
		<link>http://soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/2009/10/06/a-feira/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 12:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[POESIA]]></category>

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		<description><![CDATA[por Everaldo Cerqueira Antes do Sol aparecer, São Joaquim acorda: Com galos cantando, Galinhas cacarejando, Porcos roncando, Bode berrando, Esse é o seu dia-a-dia, Com seus sons típicos, Sem muita agonia. Antes do Sol aparecer, São Joaquim renasce: Com povo falando, Feirantes mercando, Ambulantes anunciando, Carregadores passando, Esse é o seu dia-a-dia, Faça chuva ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=158&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_165" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-165" title="fitinhas carla sampaio" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/10/fitinhas-carla-sampaio.jpg?w=400&#038;h=267" alt="Foto: Carla Sampaio" width="400" height="267" /><p class="wp-caption-text">Foto: Carla Sampaio</p></div>
<p>por Everaldo Cerqueira</p>
<p>Antes do Sol aparecer,<br />
São Joaquim acorda:<br />
Com galos cantando,<br />
Galinhas cacarejando,<br />
Porcos roncando,<br />
Bode berrando,<br />
Esse é o seu dia-a-dia,<br />
Com seus sons típicos,<br />
Sem muita agonia.<br />
<span id="more-158"></span></p>
<p>Antes do Sol aparecer,<br />
São Joaquim renasce:<br />
Com povo falando,<br />
Feirantes mercando,<br />
Ambulantes anunciando,<br />
Carregadores passando,<br />
Esse é o seu dia-a-dia,<br />
Faça chuva ou Sol,<br />
Sem muita agonia.</p>
<p>Antes do Sol aparecer,<br />
São Joaquim desperta:<br />
Com boxes abrindo,<br />
Rádios tocando,<br />
Bancas se armando,<br />
Ônibus passando,<br />
Esse é o seu dia-a-dia,<br />
Dos feirantes da Bahia,<br />
Com entusiasmo e alegria.</p>
<p>Mas, quando o dia amanhece,<br />
São Joaquim já é procissão,<br />
Todo tipo de gente aparece,<br />
A buca de boxes por indicação,<br />
Que têm nomes de Santos,<br />
Seja São Cosme ou São Damião,<br />
É a feira de todos os Santos,<br />
Barracas têm nomes de Orixás,<br />
É feira de tudo e de todos,<br />
Seja Oxalá, Ogum ou Oxumaré,<br />
É a feira também dos Orixás,<br />
São Joaquim é feira tradicional,<br />
Frequentada pelos babalorixás<br />
Vende de tudo para todos,<br />
Pois é patrimônio cultural,<br />
Vende tempero divino,<br />
Como manda a fé popular</p>
<p>São Joaquim é a feira da Bahia,<br />
É a feira dos sanfoneiros<br />
E feira da pura alegoria.<br />
É a feira dos violeiros<br />
E feira da perfeita alegria.<br />
É a feira dos beberiqueiros<br />
E feira da simpatia.<br />
É a feira dos marreteiros<br />
E feira de poesia.<br />
É a feira dos repentistas,<br />
E feira da boa magia.<br />
É a feira dos artistas<br />
E retrato da Bahia.<br />
São Joaquim é alegria,<br />
É feira de tudo e de todos,<br />
E é patrimônio da Bahia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/158/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=158&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Irmã Dulce</title>
		<link>http://soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/2009/05/23/irma-dulce/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 15:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[POESIA]]></category>

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		<description><![CDATA[por Everaldo Cerqueira Sua obra é eterna e nobre, O seu nobre ministério, Sempre a serviço do pobre, Fez do amor o seu império. O amor foi sempre o seu mistério, Como a eterna luz da divindade. Do seu humilde e santo relicário Veem as bênçãos da eternidade. Tinha por templo a caridade, Por símbolo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=118&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p style="margin-bottom:0;">por Everaldo Cerqueira</p>
<p>Sua obra é eterna e nobre,<br />
O seu nobre ministério,<br />
Sempre a serviço do pobre,<br />
Fez do amor o seu império.<br />
<span id="more-118"></span></p>
<p>O amor foi sempre o seu mistério,<br />
Como a eterna luz da divindade.<br />
Do seu humilde e santo relicário<br />
Veem as bênçãos da eternidade.</p>
<p>Tinha por templo a caridade,<br />
Por símbolo a fé e o puro amor.<br />
Seu sorriso era pura bondade,<br />
Igual o desabrochar de uma flor.</p>
<p>Sua vida foi sempre à santidade,<br />
Como um anjo a serviço de Cristo,<br />
Com imenso amor e humildade.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/118/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=118&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Beira-mar, beira-terra</title>
		<link>http://soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/2009/04/05/beira-mar-beira-terra/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 22:25:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Os habitantes de uma avenida da Península de Itapagipe, encravada entre a baía de Todos os Santos e o chão firme da Ribeira Texto e fotos: Tom Correia* Dia útil numa manhã de março. Caminhar por uma rua estreita que margeia pequenas ondas é um prêmio concedido aos privilegiados que conseguem tempo livre. O silêncio, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=74&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os habitantes de uma avenida da Península de Itapagipe, encravada entre a baía de Todos os Santos e o chão firme da Ribeira</p>
<p style="text-align:justify;">Texto e fotos: Tom Correia*</p>
<p style="text-align:justify;">Dia útil numa manhã de março. Caminhar por uma rua estreita que margeia pequenas ondas é um prêmio concedido aos privilegiados que conseguem tempo livre. O silêncio, a calmaria e as imagens que a avenida Beira-Mar oferece aos passantes formam uma receita de rara combinação, válida apenas de segunda a sexta: nos fins-de-semana o refúgio é depredado por gente vinda de toda parte em busca de diversão barata.</p>
<p style="text-align:justify;">Fora dali, Salvador ferve a 460 graus. Aniversário e atmosfera da cidade se confundem com uma mística ultrapassada. A urbe ressentida de ausências já não proporciona mais a mesma tranquilidade. O indivíduo ordeiro de tempos atrás, agora pode ser uma ameaça oculta nas esquinas. O tráfico que se multiplica e se fortalece. O trânsito que asfixia. A saúde que desassiste e ignora. A população deselegante que rega becos, muros e postes com líquidos pouco nobres. O transporte público obsoleto que carrega os passageiros como fardos. O desemprego que humilha.</p>
<p style="text-align:justify;">A Beira-mar é uma via de escape, acesso a locais que mantêm natural ligação com o passado. Da Penha à Baixa do Bonfim, do Largo da Ribeira à Madragoa, do Banco dos Vadios à “Ponte” do Crush, cada um possui seu próprio brilho.  Acolhedora, a rua plana permite testemunhar a dedicação do funcionário público que cuida do seu barco como um filho enfermo. Ali se vê o riso otimista dos vendedores das barracas ainda vazias, o carrinho de pipoca que também suspira à espera de clientes. Pelo caminho, encontra-se um garoto que trata o peixe com habilidade e desenvoltura. “Aprendi olhando”, ele revela com a simplicidade dos pescadores. Mais adiante, avista-se um homem que carrega gelo sem tempo para admirar as ilhas do outro lado.</p>
<p style="text-align:justify;">Quem navega pela avenida e ancora em algum dos seus portos recebe o vento no corpo e dificilmente se recupera: há quem plante o pé e compre uma casa. Há quem retorne compulsivamente para revigorar a alma.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_76" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-76" title="Bogari" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_1.jpg?w=468&#038;h=324" alt="Praia do Bogari, Ribeira, antigo local de veraneio da sociedade baiana" width="468" height="324" /><p class="wp-caption-text">Praia do Bogari, Ribeira, antigo local de veraneio da sociedade baiana</p></div>
<p><span id="more-74"></span></p>
<div id="attachment_79" class="wp-caption aligncenter" style="width: 342px"><img class="size-full wp-image-79" title="Reparos" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_2.jpg?w=332&#038;h=500" alt="Barco com avarias, mecânico atento" width="332" height="500" /><p class="wp-caption-text">Barco com avarias, mecânico atento</p></div>
<div id="attachment_80" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"> </dt>
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-80" title="Reparos II" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_3.jpg?w=468&#038;h=309" alt="Precisão no reparo em nome de futuras navegações" width="468" height="309" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd"> <!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><span style="font-family:Times new roman,serif;">Precisão no reparo em nome de futuras navegações<br />
</span></p>
</dd>
</dl>
</div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-82" title="Reparos III" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_4.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Luz de segurança num mar de almirante" width="468" height="310" /><p class="wp-caption-text">Luz de segurança num mar de almirante</p></div>
<div id="attachment_83" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-83" title="Banco dos Vadios" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_5.jpg?w=468&#038;h=309" alt="Criado em 1940, o banco dos vadios é ponto de encontro de boêmios que não ingerem bebida alcoólica" width="468" height="309" /><p class="wp-caption-text">Criado em 1940, o banco dos vadios é ponto de encontro de boêmios que não ingerem bebida alcoólica</p></div>
<div id="attachment_88" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-88" title="Andarilho" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_6.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Na labuta sob o sol, o picolé que ameniza o calor" width="468" height="310" /><p class="wp-caption-text">Na labuta sob o sol, o picolé que ameniza o calor</p></div>
<div id="attachment_90" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-90" title="Espera" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_7.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Em frente ao colégio, a pipoca aguarda os clientes mais assíduos" width="468" height="310" /><p class="wp-caption-text">Em frente ao colégio, a pipoca aguarda os clientes mais assíduos</p></div>
<div id="attachment_92" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-92" title="Espera II" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_8.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Otimistas, Jade e Tata esperam à sombra pela clientela" width="468" height="310" /><p class="wp-caption-text">Otimistas, Jade e Tata esperam à sombra pela clientela</p></div>
<div id="attachment_94" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-94" title="Espera III" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_9.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Apenas nos dias de semana a praia parece feita para poucos" width="468" height="310" /><p class="wp-caption-text">Apenas nos dias de semana a praia parece feita para poucos</p></div>
<div id="attachment_95" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-95" title="Cristiano" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_10.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Solitário no fim da feira, Cristiano trata o pescado do dia" width="468" height="310" /><p class="wp-caption-text">Solitário no fim da feira, Cristiano trata o pescado do dia</p></div>
<div id="attachment_97" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-97" title="Cristiano II" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_11.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Não é fácil, mas ainda dá pra tirar algum do mar" width="468" height="310" /><p class="wp-caption-text">Não é fácil, mas ainda dá pra tirar algum do mar</p></div>
<div id="attachment_100" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-100" title="Cristiano III" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_12.jpg?w=468&#038;h=309" alt="Força e agilidade para destrinchar a arraia" width="468" height="309" /><p class="wp-caption-text">Força e agilidade para destrinchar a arraia</p></div>
<div id="attachment_102" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-102" title="Labor" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_13.jpg?w=468&#038;h=309" alt="Gelo que chega do subúrbio para abastecer pescadores" width="468" height="309" /><p class="wp-caption-text">Gelo que chega do subúrbio para abastecer pescadores</p></div>
<div id="attachment_104" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-104" title="Labor II" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_14.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Quem nasce aqui não tem coragem de ir embora..." width="468" height="310" /><p class="wp-caption-text">Quem nasce aqui não tem coragem de ir embora...</p></div>
<div id="attachment_105" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px"><img class="size-full wp-image-105" title="Labor III" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2009/04/tom23_15.jpg?w=468&#038;h=310" alt="Sob o céu de meio-dia, trabalho e diversão convivem lado a lado" width="468" height="310" /><p class="wp-caption-text">Sob o céu de meio-dia, trabalho e diversão convivem lado a lado</p></div>
<p>* Escritor e fotógrafo. Prêmio Braskem de Literatura 2002 com o livro <em>Memorial dos medíocres </em> (Editora Casa de Palavras). Colunista da revista eletrônica <em>Verbo21</em>. Edita o blog  <em>A caverna do escriba</em> e colabora com a <em>Soteropolitanos</em>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/74/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=74&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Banco dos Vadios</media:title>
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			<media:title type="html">Espera</media:title>
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			<media:title type="html">Labor II</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Jaime Figura &#8211; o Basquiat baiano</title>
		<link>http://soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/2007/10/28/jaime-figura-o-basquiat-baiano/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 15:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<description><![CDATA[“Eu vivo aqui pensando como sobreviver, Enquanto o mundo vai girando” (Jaime Figura) por Vanessa Barroso Quem avista pela primeira vez aquela figura exótica, com máscara de ferro, vestes que lembram os orixás Exu e Oxóssi e apetrechos espalhados pelo corpo, caminhando pelas ruas do Comércio, nem imagina que por trás de toda aquela parafernália [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=69&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2007/10/1169691280_jaime_figura.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-209" title="jaime_figura" src="http://soteropolitanosdacidadebaixa.files.wordpress.com/2007/10/1169691280_jaime_figura.jpg?w=421&#038;h=394" alt="" width="421" height="394" /></a></p>
<p>“Eu vivo aqui pensando como sobreviver,<br />
Enquanto o mundo vai girando” (Jaime Figura)</p>
<p>por Vanessa Barroso</p>
<p style="text-align:justify;">Quem avista pela primeira vez aquela figura exótica, com máscara de ferro, vestes que lembram os orixás Exu e Oxóssi e apetrechos espalhados pelo corpo, caminhando pelas ruas do Comércio, nem imagina que por trás de toda aquela parafernália existe um ser humano sensível e intelectualizado. Jaime Figura, como é conhecido e prefere ser chamado, é o tipo de artista que provoca inquietações por onde passa.<span id="more-69"></span></p>
<p style="text-align:justify;">“Eu comecei a me vestir assim por conta da minha trajetória de vida, os sentimentos em si, que me fizeram fazer um trabalho que vestisse meu corpo através do tempo para violência. Quando surgiu o movimento punk eu era visto como marginal e as pessoas insistiam em olhar em meus olhos e dizer que eu era cínico, marginal, diante disso eu peguei e escondi o rosto para que vissem só a minha obra”, disse Jaime.  Aos 53 anos, o homem-figura diz já ter sido agredido várias vezes e a maneira como ele responde essas agressões é utilizando os apetrechos que transformam o ex-boêmio num personagem que desperta a curiosidade dos que transitam pelo bairro do Comércio, em Salvador.</p>
<p style="text-align:justify;">O artista misterioso diz não se importar com o medo e o preconceito que algumas pessoas têm da sua imagem, uma vez que ele não se vê. “Eu não me olho no espelho para não ver o que as pessoas estão vendo, por que se eu sair de casa e me olhar no espelho eu irei ver que estou realmente diferente do ser humano. Quando alguém se assusta comigo eu digo que não sou aquilo que a pessoa está vendo, me olhar é ver a imagem que a ordem faz”, falou Jaime.</p>
<p style="text-align:justify;">Jaime Figura é um autodidata, um andarilho que inspira poesia e inteligência e ainda assim o menino que não se conhece até hoje fala com tristeza da rejeição familiar. Segundo ele, por ser um homem negro que vestia roupas exóticas, a família não lhe dava crédito. Entretanto, Jaime possui vários filhos, já teve várias mulheres e amantes. Atualmente ele vive com a última família.</p>
<p style="text-align:justify;">O artista é um boêmio, teve várias mulheres, mas não se casou com nenhuma, pois o que ele queria é ter filhos. Apesar de ser um bom vivant, diz ser a própria morte por não desfrutar da vida como antes, vida que ele define como gostosa. O ser vivo, não ateu, que dorme em caixão, não esconde certa melancolia ao falar de uma das suas amantes, que morreu. Segundo Jaime, o amor não vingou por conta das diferenças sociais. Ela era uma dama da sociedade e ele um artista marginalizado. “A morte dela foi horrível, apesar de não poder ficar com ela por causa das famílias que também não permitiam uma imagem dessas se relacionando com uma mulher da sociedade”.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante a entrevista, crianças passam e mexem com Jaime, que tem uma reação inesperada e diz que as crianças são a sua morte, pois ele não pode abrir mão delas. “As crianças me adoram, mas eu não posso deixar, pois eu não sou palhaço e se eu fizer sintonia com elas eu perco minha essência”.</p>
<p style="text-align:justify;">Jaime, que em breve vai inaugurar seu atelier com obras sobre as peripécias de Hitler, afirma ter pouco estudo e já ter vivido de renda, entretanto, no período de crise do governo Collor, ele caiu na miséria. Assim como Jean-Michael Basquiat, artista que viveu em Nova York, que vivia pelas ruas fazendo arte nos muros, Jaime constrói sua arte. Ambos frutos do contexto urbano, Jaime Figura reproduz sua ambiência em seu corpo e nas paredes do Mercado Modelo.</p>
<p style="text-align:justify;">(junho de 2006)</p>
<p>Assista também ao vídeo de Daniel Lisboa</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/2007/10/28/jaime-figura-o-basquiat-baiano/"><img src="http://img.youtube.com/vi/PJZhZbyBarY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/69/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=69&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Soteropolitanos</media:title>
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		<title>ibonfim</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 14:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIDADE]]></category>

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		<description><![CDATA[Um computador na mão e uma idéia na cabeça por Thiago Requião Glauber Rocha costumava sempre dizer que o mais importante era ter “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. Mudando um pouco o instrumento usado, porem seguindo a mesma lógica do grande cineasta baiano, os quatro amigos de infância se juntaram para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=59&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rm_6UCDEEDI/AAAAAAAAArI/iDTNk9QARTk/s1600-h/ibonfim.jpg"><img style="display:block;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" src="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rm_6UCDEEDI/AAAAAAAAArI/iDTNk9QARTk/s320/ibonfim.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p align="justify">Um computador na mão e uma idéia na cabeça<br />
por Thiago Requião</p>
<p align="justify">Glauber Rocha costumava sempre dizer que o mais importante era ter “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. Mudando um pouco o instrumento usado, porem seguindo a mesma lógica do grande cineasta baiano, os quatro amigos de infância se juntaram para criar o site www.ibonfim.com, que teve início em 12 de setembro de 2005, e hoje é o portal on-line da Cidade Baixa. Mesmo com toda a burocracia para abrir uma empresa, a elevada carga tributária e dificuldades financeiras, eles tiveram uma idéia e lutam para vê-la crescer. Provando que com organização, determinação e muita coragem podem ir longe.<span class="fullpost"> <span id="more-59"></span></span></p>
<p align="justify">Alem de sócios, os quatro criadores do portal, Elbert Reis, Talita Lopes, Silvio Antunes e Adriano Fialho, são velhos amigos de infância, o que facilita a convivência e as discussões sobre os trabalhos desenvolvidos. Com o tempo se juntaram mais três membros à equipe do portal, dois jornalistas, Priscila Natividade e Tom Correia, e um fotógrafo, Mário Sérgio. Para iniciar um projeto como este, onde não se tem certeza dos resultados a curto prazo, é preciso grande coragem, já que a maioria dos fundadores do projeto largou a faculdade para se dedicar exclusivamente à empresa. Adriano já havia cursado três faculdades (engenharia elétrica, matemática e ciências da computação), Silvio fazia ciências da computação, Elbert cursava duas faculdades ao mesmo tempo (engenharia química na UNEB e engenharia ambiental na UFBA), mas teve que largar a UFBA para se dedicar mais aos projetos e Talita, a única que já se formou, é administradora de empresas.</p>
<p align="justify"><strong>Diferença dos outros portais</strong><br />
Todos são moradores da Cidade Baixa e buscam, com o portal, informar à população de toda a Salvador sobre a história, os atrativos e o que está acontecendo dia-a-dia na região, com isso eles pretendem valorizar a Cidade Baixa. “Vamos fazer um site que vise tá valorizando a Cidade Baixa, já que a gente é morador. Vamos fazer um portal pra mudar a realidade da Cidade Baixa”, com essa idéia Elbert Reis começou a pensar e encaminhar o que viria a se transformar no IBONFIM. Antes de colocarem as idéias do site em prática, eles fizeram uma pesquisa, para verem a viabilidade do produto, e descobriram que muitas pessoas não se interessavam, ou não gostavam da região por não conhecerem seus atrativos e sua rica história. Causando, com essa falta de conhecimento, certo preconceito.</p>
<p align="justify">Quem visitar o ibonfim.com vai se deparar com um conteúdo que vai de indicações dos pontos turísticos e utilidades em geral, até noticias internacionais. Sem esquecer, é claro, das noticias e acontecimentos da própria Cidade Baixa, que é o foco principal. O diferencial apontado pelos sócios do portal é o foco direcionado na Cidade Baixa, a preocupação com a qualidade da diagramação, a atualização do conteúdo divulgado no site e os temas variados. “O portal não é um site focado em festas. A gente cobre alguns eventos, mas não é focado só em festa. Já tem muitos sites que cobrem festas”, afirma Elbert em relação aos focos do portal.</p>
<p align="justify"><strong>Novos planos e a burocracia</strong><br />
O faturamento da empresa vem das propagandas expostas na página do portal e futuramente será inaugurado o shopping on-line, que venderá exclusivamente artesanatos. Todos os parceiros do Ibonfim estão localizados na Cidade Baixa. São academias, supermercados, lojas e muitos serviços oferecidos na região. Para o fortalecimento da marca Ibonfim eles acertam diversas parcerias como, por exemplo, o Festival Internacional de Artistas de Rua, realizado na Ribeira, e que foi coberto pelos membros do portal. Essa parceria se faz na forma de uma divulgação mutua, ou seja, eles divulgam o festival e, em contrapartida, a marca do site aparece em pontos estratégicos. Essa forma de parceria também é realizada com outras diversas empresas e eventos.</p>
<p align="justify">Os principais problemas que dificultam o crescimento de um empreendimento, segundo Elbert, são as altas taxas tributárias cobradas e a grande burocracia para abrir uma empresa no Brasil. Eles estipulam que com a criação do shopping on-line terão de pagar aproximadamente 10% de imposto por cada nota emitida pela venda de um produto, isso significa dizer que a cada venda da loja virtual será pago em média 10% ao governo, sem contar os demais encargos cobrados para que se possa registrar uma marca.</p>
<p align="justify">“O grande lance é você tentar se enxergar como um empreendedor, não é uma coisa fácil. Primeiro tem que ter coragem. É a questão da escolha, você saber o que você quer. Se eu quero isso então eu vou correr atrás daquilo e não vou ficar pensando ‘a se eu fizesse aquilo aconteceria isso’, se você quer ser empresário, então pronto, vá pra frente”. Esse é o recado deixado pela equipe do portal do Ibonfim para todos que desejam ser empresários e ter seu próprio negócio. Ser empreendedor atualmente no Brasil não é uma missão fácil. São muitos os impostos, a burocracia e tantos outros problemas que impedem ou desestimulam a criação de uma empresa, mas com dedicação, conhecimento do produto e do mercado consumidor, confiança no seu trabalho, coragem e disposição, é possível vencer.<br />
(maio de 2007)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=59&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Viagem ao remo de Itapagipe</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 13:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[ESPORTE]]></category>

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		<description><![CDATA[A tradição, os tempos áureos, a realidade decadente e os dias vindouros do esporte na península. por Murilo Alves Desponta uma alvorada em Itapagipe. São 4h22. Sobre as águas calmas do mar da Ribeira, repousam 12 escunas e cinco barcos de pesca. Há um deserto na Av. Beira Mar, a altura do Porto dos Tainheiros. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=58&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rn7rjyDEElI/AAAAAAAAAvY/rgXNIERaHUk/s1600-h/barcos+carlso+vieira.bmp"><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" src="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rn7rjyDEElI/AAAAAAAAAvY/rgXNIERaHUk/s320/barcos+carlso+vieira.bmp" border="0" alt="" /></a>A tradição, os tempos áureos, a realidade decadente e os dias vindouros do esporte na península.<br />
por Murilo Alves</p>
<p align="justify">Desponta uma alvorada em Itapagipe. São 4h22. Sobre as águas calmas do mar da Ribeira, repousam 12<a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RiVpg1a_DgI/AAAAAAAAAMs/eWf0kciTKWc/s1600-h/por+sol+risodalva+souto.bmp"></a> escunas e cinco barcos de pesca. Há um deserto na Av. Beira Mar, a altura do Porto dos Tainheiros. Nem mesmo os primeiros ônibus começaram a circular. Pode-se tocar o silêncio, ouvi-lo, inclusive, tamanho o aspecto sereno e a mansidão proporcionada pelo quebrar das ondas na costa da praia. Os ares da península exalam o contraste dos tempos e o charme fascinante de um dos lugares mais tradicionais de Salvador. Trata-se do berço e da morada do remo na cidade.<span id="more-58"></span></p>
<p align="justify">Antes disso, às 4h, há o caminho a ser feito a pé do Bonfim até a Ribeira, por meio da Av. Caminho de Areia. Raros são os carros que circulam a esta hora. As luzes refletidas pelos postes ainda fazem efeito no asfalto irregular. Os poucos pedestres que se cruzam olham-se com medo, cena incomum na Itapagipe do início do século XX, quando a violência urbana na região era apenas uma triste fábula. São alguns dos acontecimentos que antecedem a visita a realidade dos clubes de remo da Península. Defronte ao Hotel Ribeira, um travesti interrompe os meus passos rápidos e eu temo ser assaltado. Em seguida, me pede R$ 0,50 para comprar um lanche. Dou-lhe algumas moedas e digo ser tudo o que tenho. Ele agradece e me deseja um bom dia. Prossigo mais calmo em minha jornada.</p>
<p align="justify">Estar sobre as calçadas da Av. Mem de Sá remete a uma viagem no tempo. Era o final do século XIX e o início do XX. Neste período, foram fundados os quatro principais clubes de regata do Estado da Bahia: São Salvador, Vitória, Itapagipe e Santa Cruz. As mesmas agremiações permanecem sediadas na Ribeira, relativamente próximas umas das outras. Segundo o arquivo histórico da Federação Baiana de Remo e matérias de jornais da época, esta prática esportiva já nasceu elitista. Naquele contexto, os próprios filhos das classes abastadas de Salvador faziam questão de financiar as práticas náuticas da cidade.</p>
<p align="justify">Milhares de pessoas lotavam não só as imediações do Porto dos Tainheiros, local das competições, mas até mesmo o tráfego de veículos era interrompido desde o Largo da Madragoa, devido à multidão que se aglomerava para ver os remadores. Os homens vestiam paletó de linho branco e calça de riscado, enquanto as damas exibiam os chapéus franceses da época e os longos vestidos da moda européia, mesmo sob o sol escaldante de Salvador. Era um luxo só. O remo em Itapagipe era tão concorrido como o futebol. Tratava-se de um grande acontecimento.<br />
<strong><br />
Tempos de crise<br />
</strong>Com o processo migratório da alta sociedade de Salvador, que passou da Cidade Baixa para a orla, os investimentos destinados ao remo de Itapagipe ficaram escassos. Os clubes passaram a custear os gastos com dinheiro do próprio bolso. Salvo os raros auxílios oriundos do poder público. Realidade, aliás, que perdura até os dias de hoje. Para o técnico da equipe de remo do Esporte Clube Vitória (atual tetracampeão baiano), Antônio José Silva Santos, o “Toinho”, “há uma falta de cultura dos empresários para investir no remo da Bahia”. Dessa forma, o remo baiano hoje é apenas figurante na Taça Brasil, isso quando a disputa, o que fez crescer a indesejável fama de “eterno vice” na Copa Norte/Nordeste.</p>
<p align="justify">Dos quatro clubes itapagipanos, o Vitória é o que vive dias melhores, graças às verbas destinadas ao futebol do rubro-negro, pois uma pequena parte é aplicada também no esporte amador. As demais agremiações dependem do que arrecadam junto a Federação Baiana de Remo, Federação dos Clubes de Regatas de Itapagipe e eventos como jantares.</p>
<p align="justify">A última atenção da prefeitura de Salvador para o remo de Itapagipe ocorreu em maio do ano passado. O palanque para as autoridades foi reformado e o prefeito João Henrique doou um barco de fibra de carbono no valor de R$25.000 para cada um dos quatro clubes de regatas.<br />
<strong><br />
Tristeza de campeão</strong><br />
Segundo a lenda viva do remo na Península, Jorge Radel, 86, multicampeão nas raias da Ribeira na categoria four skiff (quatro tripulantes com timoneiro), não houve renovação na mentalidade dos dirigentes do esporte no Estado. “Hoje o remo está morrendo, antes, a sociedade tinha paixão, era só eu pedir auxílio para o governador Luís Viana Filho que as verbas chegavam na hora”.</p>
<p align="justify">Radel, “o diabo louro”, ainda comparece à Ribeira em dias de regatas, acompanhado pelo filho. Ele considera o nível técnico dos atletas de hoje “deveras inferior” ao do seu tempo e estende a mágoa sobre a diretoria de futebol do Vitória (clube do qual é o conselheiro mais antigo): “No futebol só tem mau-caráter, eles isolam o remo num canto”.<br />
<strong><br />
Rotina de treinamentos<br />
</strong>Quinta-feira, 4h33. Os próprios remadores do E.C. Santa Cruz trazem os remos e as embarcações para a praia, a fim de iniciarem a preparação para a penúltima etapa do campeonato baiano. Passam-se três minutos e o primeiro doublé skiff (para dois atletas) do São Salvador já está no mar.</p>
<p align="justify">São 8h de treinamentos diários de domingo a domingo. Pela manhã, os treinos vão até às 7h, pois muitos dos atletas precisam ir para o trabalho. Inexiste remuneração para os competidores. Eles praticam o remo com o máximo de dedicação e por puro amor ao esporte.<br />
<strong><br />
Herança de elite</strong><br />
Nenhum dos clubes possui escolinha para as crianças da região. O diretor de remo do Vitória, Carlos Romel, afirma que os altos custos de manutenção dos barcos que o esporte exige, fariam com que as mensalidades beirassem o custo de R$50, o que mantém a imagem do remo como a de um esporte de elite.</p>
<p align="justify">Os olhos do estudante Pablo Santos, 10, brilham ao acompanhar, de longe, as remadas dos atletas do Vitória. Ele confessa que adoraria ter a oportunidade de remar: “Eu queria aprender, mas acho que eles não deixam”. Todavia, os principiantes entre 14 e 16 anos que ingressam no remo para competir, são admitidos para os treinos em todos os clubes.<br />
<strong><br />
Remo do futuro<br />
</strong>Praticamente com o pentacampeonato baiano assegurado com uma regata de antecedência, os atletas rubro-negros só pensam na Copa Norte/Nordeste a ser disputada no Pará, no mês de novembro. Para tal, o remador categoria “sub-23” Luís Daniel de Jesus, 20, eleito o melhor do ano passado pela FBR treina de forma exaustiva no ergômetro – aparelho de musculação semelhante ao barco, presente em todos os clubes.</p>
<p align="justify">A coordenadora da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), Adriana Molin, estuda políticas de incentivo à prática do remo, além de buscar apoio de pequenas e médias empresas para investirem no esporte. Ela afirma que &#8220;tende a haver um interesse maior da sociedade em prol do resgate do remo em Itapagipe”.</p>
<p align="justify">É o que os itapagipanos esperam. Dias melhores para o remo, porque a realidade atual dos clubes de regatas da península é dura e desoladora. Faltam investimentos e sobram dívidas para as equipes. Até porque se alguém já falou que “navegar é preciso”, pode-se dizer que lá pela Ribeira, remar também é preciso.<br />
(novembro de 2006)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/58/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=58&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Península gastronômica</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 13:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<description><![CDATA[Um passeio pela Cidade Baixa mostra como se pode comer bem e conhecer uma parte de Salvador quase esquecida por João Paulo Grande Quem pensa que os únicos atrativos da Cidade Baixa são a Igreja do Bonfim e a Ponta do Humaitá está muito enganado. A infinidade de bares e restaurantes na Península Itapagipana nos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=57&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rn7q-yDEEkI/AAAAAAAAAvQ/CUWh2flRyFs/s1600-h/abobora.bmp"><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" src="http://bp3.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rn7q-yDEEkI/AAAAAAAAAvQ/CUWh2flRyFs/s320/abobora.bmp" border="0" alt="" /></a>Um passeio pela Cidade Baixa mostra como se pode comer bem e conhecer uma parte de Salvador quase esquecida<br />
por João Paulo Grande</p>
<p align="justify">Quem pensa que os únicos atrativos da Cidade Baixa são a Igreja do Bonfim e a Ponta do Humaitá está muito enganado. A infinidade de bares e restaurantes na Península Itapagipana nos convida a conhecer um pouco sobre uma área muito tradicional de Salvador, porém, esquecida pela população. Fazendo um tour pelos bairros, se constata que a diversidade dos bares e o clima de cidade do interior dão um tom diferente na qualidade da comida.<span id="more-57"></span><span class="fullpost"> </span></p>
<p align="justify">O primeiro passo é experimentar um tira-gosto famoso: pirão de aipim com carne do sol. Os mais famosos são os do Estaleiro, local onde fica a fábrica abandonada Tóster Barreto. Podemos dizer que é um big tira-gosto. Um tacho de barro cheio de pirão de aipim, coberto de carne-de-sol cortadinha e vinagrete por apenas R$ 6. A carne não é das melhores, mas o pirão é muito bom. Falta estrutura, é verdade, mas vale a pena curtir o visual do lugar – vista para o mar e de frente para Madre de Deus e Ilha de Maré – e tomar uma cervejinha super gelada nos fins de tarde. <a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/RiVjp1a_DWI/AAAAAAAAALg/86kgs8TyiWo/s1600-h/bares+carla+sampaio.bmp"></a></p>
<p align="justify">Seguindo pela Avenida Beira-Mar, encontram-se vários barzinhos e restaurantes de frente para a praia da Ribeira. Um deles é o Catraia, o mais antigo do local. Os donos são uma família de espanhóis que há mais de 30 anos estão no lugar. “Se não fosse de minha família já teria partido para outro negócio, isso desgasta muito”, exclama Manoel Perez Filho, 38 anos. O ambiente é muito agradável e calmo. A comida é boa e o carro chefe é a caldeirada. O prato tem a mistura de Espanha e Bahia, com nove frutos do mar, temperos variados e a opção de ser cozida no azeite de dendê ou molho de tomate com leite de côco, o que faz lembrar muito a paelha. É servida, ainda fervendo, em uma travessa grande. O cheiro é sensacional, só que o preço da delícia é um pouco salgado: R$ 45.<br />
<strong><br />
Belo visual<br />
</strong>Depois da Ribeira, voltando pela Beira-Mar e subindo a Ladeira do Bonfim se chega à Ponta do Humaitá. O local é lindo, agora pavimentado, limpo e com policiamento durante o dia todo. Adultos e crianças transitam pelo lugar que, no futuro, será um dos pontos da via náutica de Salvador. A brisa do mar e a bela paisagem fazem do Humaitá um dos mais belos pontos turísticos da cidade.</p>
<p align="justify">Ao sentar em um dos dois bares que existem por ali, nota-se peculiaridades no estabelecimento. O bar leva as cores e o nome do bairro onde fica o time do Boca Juniors na Argentina – La Boca – e é decorado com fotos de Maradona, Caniggia e Batistuta, ex-craques desse time. Depois que o pedido é feito ao garçom, o dono do bar vai pessoalmente entregar o prato ao cliente e pergunta: “Tudo bien?”. Ele é Carlo Mariano Gonzáles, um argentino de 47 anos, há 12 morando na Bahia. O cardápio, genuinamente baiano, traz opções de tira-gostos e comida de qualidade com preço bem camarada. González fala de seu negócio e de como pretende explorar o turismo local oferecendo serviços: “Daqui a um mês e meio monto um café-net aqui para o pessoal que vem de fora ter mais um atrativo”, conta, gastando o seu portuñol.<br />
<strong><br />
Tradição</strong><br />
Em se falando de gastronomia, o lugar mais conhecido da Cidade Baixa é a Sorveteria da Ribeira. Muito visitada por moradores de outros bairros, essa sorveteria, inaugurada em 1931, mesmo depois de passar por muitos donos diferentes ainda se mantém forte e tradicional como antes. Com um cardápio oferecendo mais de 10 sabores de sorvete, o mais procurado ainda é o de côco. O preço é bom, visto que a qualidade do produto é indiscutível. Turistas sempre visitam a sorveteria, como a carioca Andréia Santana, 26 anos, que, quando vem a Salvador visitar os parentes na Barra, sempre passa na Ribeira para tomar um sorvete. “Toda vez que venho, passo aqui e tomo um sorvetinho de côco. É muito bom, lá no Rio é bem diferente daqui”, afirma.</p>
<p align="justify"><a href="http://bp2.blogger.com/_973wIKk3WZc/RiVkBFa_DXI/AAAAAAAAALo/kaIhD1Wz-ZI/s1600-h/casaroes+ludmilla+sena.bmp"></a>Outra boa pedida de fim de tarde é o famoso acarajé das Linhas Corrente, da baiana Jandira. Localizado ao lado da antiga fábrica Linhas Corrente e do Bom Preço na Avenida Imperatriz, o acarajé da baiana Jandira fica lotado de segunda a sábado, sempre das 16h às 21h. Idosos, crianças e adultos, em pouco tempo, acabam com o abará e o acarajé vendidos aos montes. Para os desavisados, uma informação: é preciso chegar cedo se quiser comer o quitute, que, com certeza, é um dos melhores da Bahia e está no mesmo ponto há mais de 15 anos.<br />
<strong><br />
Comunidade de pescadores</strong><br />
Próximo ao Humaitá fica uma localidade chamada de Pedra Furada, bem escondida e com apenas uma via de acesso. Lá existem nove restaurantes especializados em frutos do mar. O mais famoso e antigo é o da Tia Maria, que leva o nome da proprietária e é visitado por turistas estrangeiros, profissionais liberais e artistas, como Paulinho Boca de Cantor. A dona se orgulha da clientela e diz que a fama vem da boa comida e também do atendimento. “Aqui a gente preza pela qualidade e não pela quantidade”, relata Tia Maria, que há mais de 25 anos está no local. O cardápio é muito variado e a qualidade é das melhores, visto que a comunidade é de pescadores e as iguarias vêm até a porta do restaurante para serem vendidas bem fresquinhas.</p>
<p align="justify">O ambiente é muito agradável e bonito, com vista para o mar e o forte do Humaitá à distância. Ao entrar no local vemos a decoração com fotos de Bob Marley, Charles Chaplin e Che Guevara. “Isso foi meu filho que colocou”, fala Maria, que se orgulha de ter formado os dois filhos com os recursos do trabalho em seu restaurante. Os tira-gostos são excepcionais. Uma porção de agulhinhas fritos (peixe pequeno e fino) sai por R$ 7 e cai muito bem com uma cervejinha gelada. Pratos com lagosta, polvo e camarão também são muito pedidos.<br />
(junho de 2003)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=57&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Amigos da várzea</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jun 2007 13:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Soteropolitanos</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><a href="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rm_3PCDEECI/AAAAAAAAAqc/VBR8PYZEMpA/s1600-h/campinho+joao+grande.bmp"><span><img style="float:right;cursor:hand;margin:0 0 10px 10px;" src="http://bp1.blogger.com/_973wIKk3WZc/Rm_3PCDEECI/AAAAAAAAAqc/VBR8PYZEMpA/s320/campinho+joao+grande.bmp" border="0" alt="" /></span></a><span> por João Paulo Grande</span></p>
<p align="justify">
<p align="justify"><span>Desde que o futebol se popularizou, os campeonatos de várzea atraem público e movimentam os fins de semana dos bairros. Na península Itapagipana, a várzea tem um grande circuito de jogos entre times da própria Cidade Baixa, movimentando a economia e levando diversão para quem está com o bolso vazio. Sempre aos domingos, verdadeiros clássicos nos campos do Lasca, na Ribeira, do Torebão, no Mont Serrat e no campo da Boa Viagem, na praia da Boa Viagem, trazem pessoas de bairros vizinhos para assistir aos jogos e, de alguma forma, consumir o que é vendido no local.<span id="more-56"></span></span><span class="fullpost"></span><span class="fullpost"><span> </span></span></p>
<p align="justify">Mais de 500 pessoas na pequena arquibancada prestigiam os jogos no campo da Boa Viagem nas manhãs de domingo. A grande movimentação começa bem cedo, com os barraqueiros e organizadores das partidas arrumando tudo: bandeiras de escanteio, marcação do campo com cal e mesas de barracas para a festa depois dos jogos. A barraqueira Maria da Conceição, 43, gosta dos jogos, pois, o público, além de ir assistir o futebol, vai tomar um banho de mar e consumir em seu estabelecimento. “Com certeza tenho mais lucro quando tem o baba. Sempre o pessoal vem tomar uma cervejinha depois do jogo e a gente fica bem contente”, conta. Além das barracas, vendedores ambulantes deixam o ambiente mais colorido, circulando pelo local vendendo caldo de cana, água de côco, lanches e bebidas.</p>
<p align="justify">Na Ribeira, no campo do Lasca, os jogos e o público têm um caráter mais profissional do que na Boa Viagem. Os times são mais organizados e os minúsculos bares que circundam o campo cercado de grades ficam cheios de espectadores, na maioria aposentados. Por não estar tão próximo da praia como o campo da Boa Viagem e, por isso, só ter o atrativo do futebol, as pessoas que vão a esse campo costumam ser moradores locais. O motorista aposentado José Luis Feitosa, 57 anos, afirma que sempre aos domingos se encontra com os amigos antigos do bairro. “Depois que me aposentei sempre visito o Lasca. Fui criado no local e meus amigos vêm pra cá tomar uma cervejinha, comer um tira gosto e bater papo”, comenta.<br />
<strong><br />
<span>Clima familiar</span></strong><span><br />
Um dos campos mais antigos de todos é o Torebão, chamado carinhosamente de Toreba pelos moradores do Mont Serrat. Em frente ao campo ficam um mini mercado e uma pizzaria. Foi necessário que se construísse uma tela protetora depois da linha de fundo no campo, para que eventuais boladas não atravessem a rua e atinjam um prato de pizza dentro do estabelecimento. Os jogos nos fins de semana nesse campo, são feitos por profissionais liberais e aposentados, que moram e jogam no local há muito tempo. Geralmente, depois das </span><a href="http://bp0.blogger.com/_973wIKk3WZc/RiVgfla_DRI/AAAAAAAAAK4/DeaqONft0F8/s1600-h/domino+joao+paulo+grande.bmp"></a><span>partidas, todos vão para a pizzaria comer e jogar conversa fora. Nos babas que vão se sucedendo ao longo do dia, a faixa etária vai diminuindo, assim, os primeiros a jogar pela manhã, acabam vendo os netos jogando no fim da tarde. “Meu avô e meu tio jogaram hoje pela manhã e agora sou eu”, cita João Lucas, 23 anos, que assistiu os jogos do tio e do avô, que são médicos, e também o vêem da pizzaria.<br />
(junho de 2003)</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com/56/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=soteropolitanosdacidadebaixa.wordpress.com&amp;blog=1554968&amp;post=56&amp;subd=soteropolitanosdacidadebaixa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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