Publicado em Outubro 6, 2009 por Soteropolitanos

Foto: Carla Sampaio
por Everaldo Cerqueira
Antes do Sol aparecer,
São Joaquim acorda:
Com galos cantando,
Galinhas cacarejando,
Porcos roncando,
Bode berrando,
Esse é o seu dia-a-dia,
Com seus sons típicos,
Sem muita agonia.
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Publicado em Maio 23, 2009 por Soteropolitanos
por Everaldo Cerqueira
Sua obra é eterna e nobre,
O seu nobre ministério,
Sempre a serviço do pobre,
Fez do amor o seu império.
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Publicado em Abril 5, 2009 por Soteropolitanos
Os habitantes de uma avenida da Península de Itapagipe, encravada entre a baía de Todos os Santos e o chão firme da Ribeira
Texto e fotos: Tom Correia*
Dia útil numa manhã de março. Caminhar por uma rua estreita que margeia pequenas ondas é um prêmio concedido aos privilegiados que conseguem tempo livre. O silêncio, a calmaria e as imagens que a avenida Beira-Mar oferece aos passantes formam uma receita de rara combinação, válida apenas de segunda a sexta: nos fins-de-semana o refúgio é depredado por gente vinda de toda parte em busca de diversão barata.
Fora dali, Salvador ferve a 460 graus. Aniversário e atmosfera da cidade se confundem com uma mística ultrapassada. A urbe ressentida de ausências já não proporciona mais a mesma tranquilidade. O indivíduo ordeiro de tempos atrás, agora pode ser uma ameaça oculta nas esquinas. O tráfico que se multiplica e se fortalece. O trânsito que asfixia. A saúde que desassiste e ignora. A população deselegante que rega becos, muros e postes com líquidos pouco nobres. O transporte público obsoleto que carrega os passageiros como fardos. O desemprego que humilha.
A Beira-mar é uma via de escape, acesso a locais que mantêm natural ligação com o passado. Da Penha à Baixa do Bonfim, do Largo da Ribeira à Madragoa, do Banco dos Vadios à “Ponte” do Crush, cada um possui seu próprio brilho. Acolhedora, a rua plana permite testemunhar a dedicação do funcionário público que cuida do seu barco como um filho enfermo. Ali se vê o riso otimista dos vendedores das barracas ainda vazias, o carrinho de pipoca que também suspira à espera de clientes. Pelo caminho, encontra-se um garoto que trata o peixe com habilidade e desenvoltura. “Aprendi olhando”, ele revela com a simplicidade dos pescadores. Mais adiante, avista-se um homem que carrega gelo sem tempo para admirar as ilhas do outro lado.
Quem navega pela avenida e ancora em algum dos seus portos recebe o vento no corpo e dificilmente se recupera: há quem plante o pé e compre uma casa. Há quem retorne compulsivamente para revigorar a alma.

Praia do Bogari, Ribeira, antigo local de veraneio da sociedade baiana
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Publicado em Outubro 28, 2007 por Soteropolitanos
“Eu vivo aqui pensando como sobreviver,
Enquanto o mundo vai girando” (Jaime Figura)
por Vanessa Barroso
Quem avista pela primeira vez aquela figura exótica, com máscara de ferro, vestes que lembram os orixás Exu e Oxóssi e apetrechos espalhados pelo corpo, caminhando pelas ruas do Comércio, nem imagina que por trás de toda aquela parafernália existe um ser humano sensível e intelectualizado. Jaime Figura, como é conhecido e prefere ser chamado, é o tipo de artista que provoca inquietações por onde passa. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos

Um computador na mão e uma idéia na cabeça
por Thiago Requião
Glauber Rocha costumava sempre dizer que o mais importante era ter “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. Mudando um pouco o instrumento usado, porem seguindo a mesma lógica do grande cineasta baiano, os quatro amigos de infância se juntaram para criar o site www.ibonfim.com, que teve início em 12 de setembro de 2005, e hoje é o portal on-line da Cidade Baixa. Mesmo com toda a burocracia para abrir uma empresa, a elevada carga tributária e dificuldades financeiras, eles tiveram uma idéia e lutam para vê-la crescer. Provando que com organização, determinação e muita coragem podem ir longe. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos
A tradição, os tempos áureos, a realidade decadente e os dias vindouros do esporte na península.
por Murilo Alves
Desponta uma alvorada em Itapagipe. São 4h22. Sobre as águas calmas do mar da Ribeira, repousam 12 escunas e cinco barcos de pesca. Há um deserto na Av. Beira Mar, a altura do Porto dos Tainheiros. Nem mesmo os primeiros ônibus começaram a circular. Pode-se tocar o silêncio, ouvi-lo, inclusive, tamanho o aspecto sereno e a mansidão proporcionada pelo quebrar das ondas na costa da praia. Os ares da península exalam o contraste dos tempos e o charme fascinante de um dos lugares mais tradicionais de Salvador. Trata-se do berço e da morada do remo na cidade. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos
Um passeio pela Cidade Baixa mostra como se pode comer bem e conhecer uma parte de Salvador quase esquecida
por João Paulo Grande
Quem pensa que os únicos atrativos da Cidade Baixa são a Igreja do Bonfim e a Ponta do Humaitá está muito enganado. A infinidade de bares e restaurantes na Península Itapagipana nos convida a conhecer um pouco sobre uma área muito tradicional de Salvador, porém, esquecida pela população. Fazendo um tour pelos bairros, se constata que a diversidade dos bares e o clima de cidade do interior dão um tom diferente na qualidade da comida. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos
por João Paulo Grande
Desde que o futebol se popularizou, os campeonatos de várzea atraem público e movimentam os fins de semana dos bairros. Na península Itapagipana, a várzea tem um grande circuito de jogos entre times da própria Cidade Baixa, movimentando a economia e levando diversão para quem está com o bolso vazio. Sempre aos domingos, verdadeiros clássicos nos campos do Lasca, na Ribeira, do Torebão, no Mont Serrat e no campo da Boa Viagem, na praia da Boa Viagem, trazem pessoas de bairros vizinhos para assistir aos jogos e, de alguma forma, consumir o que é vendido no local. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos

por Murilo Alves
Bolinho de estudante, acarajé e abará. Se tais quitutes são capazes de despertar o apetite de boa parte dos baianos, pode-se dizer que esses elementos tão presentes na culinária da Bahia adquirem um valor simbólico especial quando ganham forma por meio das mãos de Valdete Pereira dos Santos, 59, a popular “Val do Bonfim”. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos

por Patrícia Bitencourt
Subir a Colina Sagrada da Igreja do Bonfim para pagar promessas ou simplesmente para pedir proteção ao santo padroeiro da Bahia é uma tradição que remonta várias décadas e atravessa gerações. Mas para o ritual ser completo é necessário um adereço fundamental: a fitinha do Senhor do Bonfim. É aí que entra mais uma tradição local: os vendedores ambulantes, tentando, a todo custo, comercializar os seus produtos. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos

por Roberta Trindade
Situada na Península de Itapagipe, com vista privilegiada para a Baía de Todos os Santos a Ribeira já foi um bairro nobre de Salvador muito usado para veraneio. Lá moravam importantes famílias e personalidades como a cantora Simone, o senador Antônio Carlos, o professor Amado Bahia – hoje há um colégio com seu nome na casa de arquitetura francesa onde ele morava -, o deputado Marcelo Guimarães e os atores Otton Bastos e Joaquim Nabu. Esse paraíso atraiu também pessoas como o espanhol Manoel Martins, 70 anos, e sua esposa, a professora Isabel Martins, que começaram como moradores e, em 1972, com influência de um tio, fundaram o bar Catraia, um dos mais famosos do bairro. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos

por Roberta Trindade
Ao passar próximo ao largo de Roma, na avenida Dendezeiros (Bonfim) vemos, logo cedo, uma enorme fila na frente do hospital Santo Antônio, que faz parte das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID). São pessoas que vêm de todos os lugares, muitos deixados por kombis que os trazem do interior ou de outros hospitais de Salvador. Fundado em 1983 por Irmã Dulce, o hospital Santo Antônio nasceu com o ideal de atender todos os necessitados. Porém, devido ao grande número de pacientes, a fila nunca acaba e muitos têm que voltar para casa sem atendimento. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos
por Érica Maciel
A rua Direta do Uruguai conta com um vasto comércio, onde é possível encontrar produtos de siderurgia a vestuário. É lá que está localizado o shooping Bahia Outlet Center, com 241 lojas distribuídas em três alas. Inaugurado em 24 de abril de 1997, o shopping é o mais importante comércio de vestuário da cidade baixa. O Outlet começou como uma pronta entrega e hoje é sinônimo de boa compra para os seus freqüentadores. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos
por Pedro Cavalcanti
Das especiarias aos serviços, o bairro do Comercio em Salvador ressurge como um importante espaço de desenvolvimento urbano. Principal porta de entrada da cidade na primeira metade do século XX, o Comércio recebia da Baia de Todos os Santos os principais produtos agrícolas que movimentavam a economia baiana. O que gerou riquezas para o bairro, visíveis na suntuosidade de seus casarões e prédios comerciais. Possibilitando um lastro econômico que trouxe a Salvador o desenvolvimento necessário para assumir seu papel de metrópole. No entanto, o pólo econômico da cidade mudou seu eixo, passou da cidade baixa para a cidade alta, e Salvador cresceu contrariamente ao tradicional centro econômico do Comércio. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos
por Florence Perez
Comerciantes, turistas, ambulantes, mendigos, “meninos de rua”, prostitutas, traficantes e moradores, todos fazem parte do cotidiano do transporte vertical de Salvador. Para poder percorrer a Cidade alta e a Cidade baixa, o Elevador Lacerda é o principal ponto de transição da cidade. Um meio de transporte rápido, barato e antigo, que caracteriza o bairro do Comércio. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos
por Aisele Moreira
Às 10h da manhã de segunda à sexta-feira no centro da capital baiana uma enorme fila se forma. São pessoas de baixa renda que esperam o inicio da distribuição das 2.300 refeições que são servidas diariamente no restaurante Prato do Povo. A distribuição começa às 11h, mas, todos os dias, uma hora antes a fila já faz volta no prédio que fica localizado no bairro do Comércio, mais precisamente na Avenida da França onde existe também um grande número de pedintes e moradores de rua. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos

por Andréia Santos
Portas caídas, portão de entrada entregue aos ratos e baratas, moscas arrodeando o lixo que é jogado no local. É assim que a antiga entrada do Mercado do Ouro se encontra. O nome pintado de forma artística, hoje está apagado. Só reconhece o lugar quem já conhecia antigamente.
A porta do fundo agora é a entrada, que fica localizada na Avenida Jequitaia. A mudança aconteceu devido à decadência do lugar, que tem hoje cerca de 107 anos de existência. O prédio de numero 02, tinha sua entrada na rua do Pilar, que cerca a praça Marechal Deodoro no bairro do Comércio. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos

por Luís Henrique Martins
Olhares preocupados. Nas mãos, alguns folhetos de propaganda. Passos mais cautelosos nas avenidas mais movimentadas do Comércio. São alguns sinais que não passam despercebidos a Elmo Silva. Ele é um dos corretores de uma das dezenas de financeiras que atraem diariamente milhares de pessoas ao bairro tentando arranjar dinheiro “sem burocracia”. Num ambiente onde é comum palmas, assobios e até cantorias para chamar a atenção dos clientes, Silva acredita numa abordagem diferenciada. “A educação aqui é uma saída para o sucesso nas vendas. Precisamos ser diretos e francos, mas sem extrapolar”, dá a dica. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 13, 2007 por Soteropolitanos

por Luís Henrique Martins
Já se foi o tempo em que poesia de cordel apoiava-se no tripé seca, cangaço e Padre Cícero. Ao folhear uns livretos da Banca de Trovadores de Literatura de Cordel, que fica na Praça Cayru, em frente ao Mercado Modelo, dá pra se ter idéia que os cordéis continuam ainda populares, só que com assuntos mais atuais. Sempre há espaço para o tradicional, mas já são muitos os cordelistas que retratam o cotidiano urbano em seus versos e trazem temáticas ainda pouco exploradas pelo gênero. Política internacional, ecologia, corrupção, e até – quem diria – a Internet já viraram temas de cordel. Clique aqui e leia mais…
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Publicado em Junho 12, 2007 por Soteropolitanos
A reportagem foi retirada do site a pedido da Fundação.
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